20
Fev
Operadoras e gigantes da Web tentam chegar a acordo
por Pedro Ivo Faria
A crescente popularidade das redes sociais e dos serviços de streaming de vídeo para plataformas móveis está a colocar um problema grave às operadoras móveis. Por um lado o tráfego gerado por esta nova realidade está a esgotar a capacidade das redes, por outro não existe qualquer retorno financeiro proporcional ao seu crescimento. Limitar o acesso ou largura de banda pode afastar muitos clientes e impedir que certos serviços profissionais funcionem adequadamente, caso do e-Mail móvel ou o acesso às redes privadas das empresas.

Já há algum tempo que as operadoras móveis lutam por uma divisão mais justa dos custos inerentes à infra-estrutura das redes de telecomunicações com os gigantes da Web que lucram diariamente com elas. Um grupo de operadoras, formato pela France Telecom, Vodafone, Telefónica, Telecom Itália e Deutsche Telekom, pretende que empresas como a Google ou a Apple venham a pagar pelo tráfego que produzem com a finalidade de financiarem a reestruturação das redes de telecomunicações.
Paralelamente também foi emitido um pedido à Comissão Europeia para que exista uma maior regulação das lojas Online de venda de aplicações, mais um negócio milionário que está a passar ao lado das operadoras móveis.
Para César Alierta, presidente da Telefónica, só um acordo poderá assegurar que a crescente necessidade de largura de banda para suportar vários serviços será mantida num futuro próximo. “Todos temos que contribuir no pagamento dos custos. 2011 será um ano muito importante por isso chegaremos seguramente a um acordo. Estamos em negociação cada vez mais intensas, por isso o desfecho deverá acontecer brevemente”.

Não é só o passado e presente que preocupam as operadoras móveis mas também o futuro. Com a chegada anunciada dos pagamentos via NFC, as operadoras não querem voltar a ser excluídas e pretendem ser uma parte integrante das soluções que serão criadas. Para isso pretendem que exista uma maior coordenação e integração das operadoras na definição e implementação desse tipo de projectos.

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