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HP comprou a Palm

por  Pedro Ivo Faria, quarta-feira, 28 de Abril de 2010

 
Depois de vários namoros com fabricantes asiáticos, como a HTC, a Lenovo e a Huawei, acabou por ser a HP a assegurar a compra da Palm por $5.70 por acção, ou seja, pouco mais de 900 milhões de euros no total.
A ausência de quaisquer indicadores desta aproximação entre as duas empresas americanas fez com que este anúncio apanhasse todos os analistas de mercado desprevenidos.
Na realidade não foram todos já que em meados de Novembro do ano passado Derek Kessler indicou a HP como hipótese mais provável para aquisição da Palm



Na conferência de imprensa feita para anunciar este negócio, a HP afirmou estar empenhada em manter a linha de terminais Palm em paralelo com a sua gama iPaq, fazer evoluir o WebOS e adaptá-lo a uma nova geração de dispositivos que está a criar.
Esta é a fase de investimento, daí que a HP aposte em reforçar os meios da Palm, principalmente os departamentos de R&D e de marketing, de forma a tornar o WebOS mais robusto e dar a conhecer melhor as capacidades deste sistema operativo móvel.
Por enquanto não será estabelecida uma meta no tempo para a integração do WebOS nos produtos HP, mas uma das consequência imediatas desta fusão é a suspensão do tablet Slate baseado no Windows 7 e que tinha sido apresentado com toda a pompa e circunstância pelo CEO da Microsoft – Steve Balmer. È por isso natural esperar-se que o WebOS posso ser a solução escolhida para equipar os futuros smartphones, netbooks, MIDs e Tablets da HP.

Esta é a melhor notícia que a Palm poderia receber. Caso fosse integrada numa marca com uma presença forte no mercado móvel poderia vir a ter a sua relevância reduzida ao longo dos anos. Agora que passa a funcionar como um departamento externo da HP, a Palm tem a possibilidade de manter todos os seus recursos, inclusive John Rubistein enquanto ‘homem do leme’, e ter acesso a uma infra-estrutura e ferramentas (técnicas, financeiras, logísticas, etc) que lhe permitirão fazer evoluir o WebOS rapidamente e com segurança.
A actual gama iPaq da HP continua a apresentar números de vendas bastante interessantes no mercado corporativo e empresarial, mas faltava à marca uma verdadeira solução para o grande consumo como em tempo dispôs. A compra daquele que é considerado o sistema operativo móvel mais avançado da actualidade, todo ele baseado em tecnologia Web (HTML5, CSS e Javascript) e pensado para ser aplicado numa grande variedade de equipamentos, irá dar à HP novamente uma margem competitiva relativamente à sua concorrência.

Com esta aquisição a HP ganha também acesso a um vasto conjunto de patentes e que podem agora ser aproveitados a custo zero em outros dispositivos da marca. O objectivo a médio prazo é integrar a Palm e o WebOS no roteiro da HP, ligar os vários tipos de soluções entre si e garantir aquilo que a marca gosta de rotular de ‘Hp Experience’. No horizonte das duas empresas está também um conjunto de serviços paralelos ao WebOS baseados na Web (como servidores HP, é claro) que venha a funcionar como uma alternativa ao iTunes.

Mas até a Palm e o WebOS estarem perfeitamente integrados na estrutura da HP as duas empresa pretendem manter a sua actividade actual. Isto significa que a HP está decidida em manter a sua oferta de sistemas operativos ao longo de toda a sua linha, querendo com isto dizer que continuarão a existir propostas baseadas em Windows, Linux, Windows Mobile, Windows Phone 7, Android e WebOS durante bastante tempo.


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