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Microsoft Kin One e Kin Two apresentadospor Pedro Ivo Faria, segunda-feira, 12 de Abril de 2010Se há algo que a Apple conseguiu provar é que só um controlo rigoroso sobre o hardware, o software e a plataforma de serviços agregados pode produzir uma experiência móvel verdadeiramente avançada. A Google segui-lhe os passos com o0 Android e o Nexus One, a Samsung com o BadaOS e terminais derivados e a Microsoft parecia querer seguir o mesmo caminho. Parecia, mas não o seguiu. A recente compra da Danger deixou na mão da Microsoft uma companhia especializada na produção de terminais fortemente ligados às redes sociais e ao público jovem, e esperava-se que o gigante americano viesse a usar esse know-how para produzir a sua linha de smartphones. Os Kin One e Kin Two são a evolução natural do Hiptop / Sidekick e constituem uma verdadeira decepção para quem estava à espera que a Microsoft assumisse um lugar na batalha dos smartphones. ![]() Os modelos apresentados mantêm a designação ‘Windows Phone’ mas não têm nenhum elemento em comum com a actual geração Windows Mobile ou com a futura plataforma Windows Phone 7. São antes dois dispositivos de gama média equipados com teclados QWERTY deslizantes, ecrãs tácteis, conectividade Bluetooth, WiFi e 3G e um sistema operativo próprio. O Kin One é o modelo mais invulgar, com aspecto arredondado, ecrã QVGA de 2.6 polegadas, câmara fotográfica de 5 MPixels e 4 GBytes de memória. Já o Kin Two é mais convencional, conta na mesma com um teclado físico deslizante, um ecrã HVGA de 3.4 polegadas, câmara fotográfica de 8 MPixels e 8 GBytes de memória. Os dois modelos são fabricados pela Sharp, tal como acontecia com os Sidekick, e estarão à venda no segundo semestre deste ano. A plataforma base está dividida em três módulos: Kin Loop, Kin Spot e Kin Studio que representam, respectivamente, o Homescreen, o módulo de partilha de informação e a vertente social e multimédia. O ponto principal desta plataforma é o Kin Loop, um módulo que integra logo no Homescreen informação local (contactos, eventos, etc) e remota, esta última proveniente das redes sociais como o MySpace ou o Facebook. A partilha de informação com esses serviços é assegurada pelo Kin Spot que permite de um forma simples que o utilizador publique fotos, vídeos ou mesmo recomende página web. Por fim, o Kin Studio serve também de módulo de sincronização e de armazenamento de informação na ‘núvem’ (Internet) e garante que toda a informação existente no terminal se encontra devidamente salvaguardada em serviços online. Os dois modelos são claramente dirigidos para um público que consome avidamente as redes sociais, integrando uma série de funcionalidades que permitem a rápida consulta de timelines, perfis, posts e a publicação de fotos e vídeos. A plataforma suporta a navegação por gestos, no género do que acontece com o Windows Phone 7, permite fazer zoom usando dois dedos em simultâneo e foi desenhada para que a maioria das acções possa ser realizada com três ou quatro toques no ecrã. Existe um traço familiar quando comparado com o Windows Phone 7, mas a plataforma Kin aspira a outros voos. Aposta em chegar a um público diferente do que consome smartphones e que procura apenas uma forma expedita de se manter em contacto com os amigos. Em finais de Maio, quando entrar em comercialização nos EUA, e no Outono quando a distribuição for alargada a alguns países europeus (na primeira fase apenas a Inglaterra, Alemanha, Itália e Espanha serão considerados), se verá até que ponto a visão da Microsoft é válida. Esta notícia já foi consultada 1310 vezes
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