por Pedro Ivo Faria, terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Tags: Apple , iPhone
O iPhone 4S foi considerado por muita gente como um dos modelos mais desapontadores do ano passado. As expectativas criadas em redor no novo modelo da Apple eram de tal forma altas que as melhorias apresentadas não chegaram para ajudar a ultrapassar a sensação que o novo modelo era apenas ‘mais do mesmo’.
Olhando-se agora para trás, para os números do primeiro trimestre fiscal de 2012 (que na Apple corresponde às 14 semanas do final do ano de 2011), não resta dúvida da aceitação obtida pelo iPhone 4S e pelos modelos que já se encontravam em comercialização. Após uma ligeira contracção nos lucros do quarto trimestre de 2011, que resulta dos clientes terem preferido esperar pelo iPhone 4S em vez de comprarem um terminal da concorrência, a Apple está de volta aos grandes lucros.
Com mais de 37 milhões de iPhones vendidos no ano passado, 15.4 milhões de iPads, 15.4 milhões de iPods e 5.4 milhões de Macs, o ano de 2011 fica na história da Apple como o mais lucrativo de sempre para a companhia americana. No novo trimestre a Apple confirmou essa tendência, com 16.24 milhões de iPhones (menos 900 mil unidades que no trimestre anterior), 7.33 milhões de iPads (quase metade do que foi vendido na totalidade do ano anterior) e 4.19 milhões de Macs vendidos.
A Apple já é o maior consumidor de semicondutores a nível global tendo ultrapassado a HP e a Samsung que dispõem de gamas muito diversificadas e espalhadas por vários segmentos. A análise da Gartner mostra uma troca de posições entre a Apple, Samsung e HP e uma clara ascendência dos smartphones. Nesse segmento há um claro crescimento da Apple, Samsung e HTC e, em contrapartida, uma descida na compra de semicondutores da RIM e da Nokia.
A saúde de uma empresa pode ser comprovada pelo nível de vendas que vai atingindo trimestre após trimestre. Os números, que na maioria das vezes prov~em do mercado e não dos fabricantes, ilustram até que ponto as estratégias estão a dar frutos ou se, pelo contrário, é necessária uma mudança profunda.
A Nokia decidiu enveredar por este último caminho quando começou a constatar que o Symbian não tinha capacidade de lutar de igual para igual com o iPhone e o Android. O anúncio de que o Windows Phone seria a sua nova plataforma estratégica veio deitar por terra a pouca confiança que o mercado ainda tinha no Symbian obrigando a companhia finlandesa a registar uma quebra de 25% nas suas vendas em 2011 (quando comparadas com o melhor ano de sempre da Nokia que foi em 2010).
Sendo uma aposta que não pode produzir resultados intermédios, é na verdade um caso de Sucesso ou Fracasso, as vendas dos primeiros Lumia durante o final do ano de 2011 estão longe de compensar as perdas do Symbian. Logo a seguir ao anúncio da parceria com a Microsoft, os terminais Symbian foram alvo de embargo por várias operadoras móveis, o que originou uma quebra significativa nas encomendas e a eminência da queda para o terceiro lugar entre os fabricantes de smartphones.
Uma vez que nem a Nokia nem a Microsoft parecem estar dispostas a anunciar o volume de Lumias vendidos (algo que seria lançado aos quatro ventos caso as vendas tivessem sido extraordinárias), a Bloomberg pediu a opinião a 22 dos mais relevantes analistas de mercado. A média situou-se nos 1.3 milhões de unidades vendidas e resulta de opiniões bastante divergentes com os mais pessimistas a estimarem que tenham sido vendidos apenas 800 mil unidades enquanto que os optimistas apontam para os dois milhões.
As estimativas para 2012 e para 2013 não traçam um bom cenário para a Nokia e para o Windows Phone já que se espera que as vendas da nova ‘plataforma estratégica’ da companhia finlandesa não alcancem os números obtidos pelo Symbian em 2009, 2010 e mesmo em 2011.
por Pedro Ivo Faria, segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Tags: Apple , HTC
Apesar de ter obtido uma decisão favorável na queixa que entrepôs contra a HTC nos EUA, a Apple acabou por sair vencida de todo o processo uma vez que não existiu uma consequência efectiva dessa vitória. O tribunal deu, de facto, razão à Apple em alguns pontos e chegou mesmo a decretar o embargo aos terminais da HTC a partir de Abril para os modelos continuem a violar as patentes da companhia norte-americana.
Só que a HTC já anunciou que procedeu a alterações pontuais nos seus terminais e no próprio Android de forma a contornar essas patentes e que os seus terminais passarão a contar com essas modificações ainda antes de Abril. Na prática a HTC continuará a poder importar e vender os seus terminais 0modificados’ nos EUA e, como não foi decretada uma indemnização para a Apple, a empresa de Cupertino acabou por gastar cerca de 100 milhões de dólares para conseguir uma decisão favorável que não tem efeitos práticos.
E entretanto a Microsoft continua a facturar com o Android fruto de uma abordagem menos litigiosa mas, sem dúvida, mais eficaz.
Os mais recentes terminais Android da Sony-Ericsson vêm equipados com um sensore Exmor R da Sony que, segundo a empresa, lhes confere uma maior sensibilidade e fidelidade na reprodução das cores. Apesar das suas inegáveis qualidades, a Sony considerou que os actuais sensores para câmaras fotográficas ainda poderiam ser melhorados.
A nova geração de sensores retro-iluminados da Sony não só +e bastante mais compacta que a actual como também consegue obter melhores fotos sob condições de fraca iluminação. A tecnologia RGBW Coding, que também tem em consideração o reconhecimento da cor branca na matriz do sensor (a par dos habituais Vermelho, Verde e Azul), produz fotos com menos grão, menos ruído e com maior qualidade independentemente da iluminação existente. A este tipo de funcionalidade junta-se ainda a capacidade de gravação de vídeo em HDR, uma tecnologia que combina os níveis de exposição menores com os maiores, o que resulta numa foto com cores mais vívidas e contraste mais acentuado.
Estes sensores começarão a ser produzidos em Março, na versão de 13 MPixels e de 8 MPixels (este sem RGBW nem HDR), com os primeiros dispositivos a chegarem ao mercado ainda antes do final do ano.
Os maus resultados da RIM, que se têm vindo a agravar de trimestre para trimestre, e uma estratégia que retira qualquer esperança imediata de recuperação levaram a um desfecho que a generalidade dos analistas de mercado achavam ser inevitável: o afastamento da dupla que há muitos anos conduzia os destinos da RIM.
Jim Basillie e Mike Lazaridis afastaram-se da direcção da RIM deixando o lugar vago para que Thorsten Heins, o ex-COO da empresa, pudesse assumir a liderança da companhia. O novo CEO da RIM será secundado por Barbara Stymiest que assumirá a direcção do Conselho Administrativo da empresa ocupando também os lugares que pertenciam aos dois ex-co-CEOs. Lazaradis e Basillie irão manter-se ligados à empresa, com cargos administrativos, mas todas as decisões passam agora por Thorsten e, em certa medida, por Stymiest.
‘Em todas as companhias, mais cedo ou mais tarde, chega o momento em que os seus fundadores têm que se afastar e entregá-la a uma nova liderança. O Jim e eu falamos com a Administração e dissemos-lhes que esse momento tinha chegado. Com o Blackberry 7 no mercado, o PlaybookOS 2.0 a chegar em Fevereiro e o Blackberry 10 dentro de alguns meses, a RIM irá entrar numa nova fase e nós consideramos que que era a altura ideal para um novo líder assumir o controlo’ – afirmava Mike Lazaridis.
Thorsten Heins trocou a Siemens Communications pela RIM em 2007 e, desde então, tem assumido vários cargos dentro da companhia canadiana que lhe dão uma visão ampla e de conjunto de como a empresa funciona e como poderia ser melhorada. Nos últimos 18 meses a RIM comprou várias empresas, da QNX que serviu de base ao Playbook até à TAT que é responsável pela nova Interface do Blackberry 10 ou a Ripple que veio reforçar a oferta de ferramentas de desenvolvimento para as novas plataformas. Cabe agora ao novo CEO encontrar uma forma de por todas estas pequenas empresas a trabalhar em uníssono e em prol da sua companhia mãe.
As soluções propostas de base pela Microsoft no Windows Phone estão longe de serem satisfatórias o que acaba por relegar para os terceiros a ‘responsabilidade’ de cobrir as lacunas existentes.
Na falta de uma ‘verdadeira’ aplicação YouTube, a solução passa por produtos como o MetroTube, o SuperTube ou o YouTube Pro. Este último recebeu uma actualização que o tornou ainda mais completo e prático de usar como resultado de uma Interface mais aproximada ao conceito MetroUI do Windows Phone.
A aplicação, que está disponível em versão gratuita (com publicidade) ou paga ($0.99 até final de Março) permite reproduzir os vídeos em qualidade HQ ou HD, gravá-los localmente (download), comentar ou classificá-los tal como aceder à conta do utilizador. Neste caso é possível publicar novos vídeos, ligar ou desligar as notificações e as Live Tiles para existir um acompanhamento mais próximo do que os outros dizem acerca dos seus vídeos.
O Samsung Star 3 está longe de ser um smartphone comparável a qualquer um dos elementos da linha Galaxy da companhia coreana mas isso pouca ou nenhuma influência tem nas suas vendas.
Aproveitando o facto de ser actualmente a líder de mercado e de os seus dispositivos começarem a ser facilmente reconhecidos pelos utilizadores em geral a Samsung decidiu renovar um dos seus best sellers: o Samsung Star. A terceira geração deste feature phone estará disponível em duas versões – uma tradicional e outra capaz de albergar dois cartões SIM em simultâneo – que mantêm a maioria das características que ajudaram as versões anteriores a alcançarem grande volumes de vendas.
Mantém-se o ecrã QVGA táctil com três polegadas (resolução de 240x320 pixels), a câmara fotográfica de 3.2 MPixels, sintonizador de rádio FM, conectividade Bluetooth 3.0 e WiFi e slot de expansão MicroSD (até 16 Gbytes). Exteriormente o novo Star relembra o Galaxy S II (salvaguardando-se as devidas distâncias) e no interior conta com uma grande panóplia de software. Do ChatON da própria Samsung passando pelas redes sociais e aplicações locais, o novo Samsung conta com uma grande leque de opções e tem no acesso à loja de aplicações online Samsung Apps uma das suas mais valias.
Este modelo começará por estar disponível em negro e branco e será lançado em praticamente todos os mercados onde a Samsung já está presente.
A partir da versão 4 do iOS os modelos mais antigos, de segunda e terceira geração, deixaram de ser oficialmente suportados pela Apple deixando de beneficiar de um conjunto muito importante de funcionalidades. Quem ainda dispõe de um iPhone 2G ou 3G pode agora beneficiar de um pouco das versões mais recentes do sistema operativo da Apple através do whited00r.
O whited00r é um firmware alternativo, criado a partir do iOS 3.1.3 e que inclui funcionalidades como o multitasking, pastas para atalhos, suporte para Reminders e até uma forma de se conseguir um serviço similar ao iCloud. Esta versão alternativa do iOS tem a desvantagem de não dispor de acesso à App Store da Apple mas, em alternativa, pode contar com a Cydia uma vez que se trata de um firmware desbloqueado.
A sua instalação implica o fim da garantia do equipamento, mas a geração a que este firmware se destina já está fora do prazo de garantia há algum tempo.
Independente da plataforma móvel escolhida, os terminais modernos só ficam realmente completos caso sejam apoiados põe uma loja de aplicações diversificada e extensa. Se isso é verdade para os responsáveis oficiais por essas plataforma, aparentemente também o será para quem faz da criação de ROMs alternativas a sua actividade.
A CyanogenMod, no fundo a mais flexível e popular ROM alternativa para Android, planeia criar a sua loja de aplicações próprias a partir da qual os seus utilizadores, que já são mais de um milhão, possam descarregar aplicações que normalmente seriam sancionadas no Android Market. Actualmente não existe um local central para se publicarem aplicações que não respeitem as limitações que a Google pretende impor, nomeadamente o facto de necessitarem de acesso root para funcionarem correctamente.
A loja da CyanogenMod irá reunir todas essas aplicações proscritas, das que servem para desbloquear os terminais aquelas que são usadas para obter screenshots das aplicações ou activar a funcionalidade USB to Go.
Entre a miríade de redes sociais que surgem praticamente todos os dias há umas quantas que se distinguem por serem suficientemente originais e por oferecerem um serviço realmente útil. A Instagram é uma rede social de partilha de fotos que, supostamente, ilustram alguns aspectos do dia que estamos a viver.
Da refeição matinal ao cinema visto no final do dia e passando pelos momentos mais comum do dia, há muito que pode ser relatado com simples fotografias. Com o lançamento do Metrogram no Windows Phone Marketplace passa a existir uma forma mais cómoda de se consultar as fotos que vão sendo publicadas por amigos (e desconhecidos). A aplicação é bastante limitada em termos de funcionalidade, não por culpa do autor mas antes pelas medidas restritivas impostas pela própria Instagram. A companhia não permite que aplicações desenvolvidas por terceiros possam, por exemplo, criar contas novas ou até mesmo publicar fotos, reduzindo as suas capacidades.
Uma segunda aplicação já se encontra em fase avançada de desenvolvimento mas o autor, tal como o da Metrogram, espera ainda autorização para aceder ás funcionalidades que se encontram vedadas a terceiros.